Papai Noel existe

Dia destes estava eu na fila do consulado norte-americano em São Paulo. De repente chega um sujeito algo preocupado, com seu formulário em mãos e aquelas dúvidas de última hora do tipo “será que a foto pode estar colada ou só grampeada”?

Conversando com ele, descobri que era um empresário gaúcho e que sua viagem para os EUA tinha um propósito importante. Melhor ainda, tratava-se de um empreendimento vital para sua vida: ele tinha que estar lá, na noite do dia 24 de dezembro, para se vestir de Papai Noel (ou Santa Claus…) para seu sobrinho de dois anos que ainda não conhecia.

Fascinante, para mim, sua disposição em enfrentar a fila, a viagem, a burocracia, só para ser um Papai Noel. Há coisas que, na vida, marcam. Falei-me de meus planos futuros – e olha que tivemos tempo para conversar já que o sistema do consulado caiu, duas vezes, numa pane que me fazia lembrar um certo sistema com o qual convivo durante a semana… – e ele, ao se despedir de mim, falou algo que me marcou: “- Olha, até mais. Boa viagem para você. Que seus planos também se realizem”.

Saí de lá cansado, mas feliz. Há tempos não ouvia um desejo de felicidade a um recém-conhecido tão sincero. Mesmo que meus planos não se realizem, não posso negar que não tenha tido momentos extraordinários em minha vida.

Gostou da historinha? Então leia mais na segunda edição impressa de Tire a mão da minha linguiça.

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