Minha primeira vez como Papai Noel – a odisséia

Aí ao lado você vê o famoso “Santa Claus” ou, como dizemos por aqui, “Papai Noel”. Muito se fala sobre experiências didático-pedagógicas, cursos “in company”, jogos de empresas, mas nada disto se compara ao desafio de ser um Papai Noel para sua sobrinha de aproximadamente 9~10 meses.

Vamos lá, criança desta idade não entende de “network” e nem lê livros de auto-ajuda para empresários amuadinhos. Nada de papo sobre crise ou curiosidade sobre como a criação de cavalos (ou porcos) pode ajudar um empresário amuadinho a se levantar do capim (ou da lama).

Também não adianta querer explicar nada muito sofisticado para uma criança com métodos supostamente pedagógicos. Cada dia é um dia, cada brinquedo é um brinquedo e, bem, no caso da minha sobrinha, o melhor brinquedo é o porta-chupetas. Tente explicar a ela o porquê da banana de pelúcia ser mais interessante do que o papel de embrulho do livro que dei ao pai dela: você sequer merecerá um segundo de sua atenção.

Claro que há uma diferença muito grande entre os adultos e minha sobrinha e o estágio atual da política brasileira mostra que minha sobrinha tem ainda uma grande vantagem.

Pois com isto tudo em mente resolvi que seria o Papai Noel exclusivo de minha sobrinha (isto ainda será um problema para os pais…). Após um ano cansativo, cheio de besteiras, desilusões, vitórias e cerveja, eu estava pronto. De saco cheio (ou de sacos cheios?), troquei de roupa e fui até lá, ver Tetê, as avós, a tia Lili (da mãe dela), meus pais, meu irmão e, claro, fui junto com a minha esposa porque com duas mãos não se carregam sacos, pudins, tortas, câmeras e, claro, um celular.

Havia uma expectativa de que tudo desse errado. O pessoal do galo torcia para que Tetê caísse em prantos ao me ver de Papai Noel. Bem, para a decepção de parte da galera – e para a alegria de outra – fui recebido com um sorriso, o mesmo de sempre, e a primeira vez da Tetê defronte um senhor barrigudo (barriga natural!) vestido de vermelho com um gorro de dormir e uma barba branca bem fake foi um sucesso! Nunca antes na história deste país um Papai Noel se deu tão bem.

E também nunca um tio foi tão feliz. Indeed.

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4 comentários sobre “Minha primeira vez como Papai Noel – a odisséia

  1. depois que vcs foram embora, eu peguei vários papéis de embrulho e coloquei dentro de um grande saco de papel de presente que eu ia jogar fora.

    bem, IA, pq a Tetê rapidamente pegou o sacão, percebeu que ele fazia barulho de papel amassando e que era grande e leve.

    rapidamente ela abriu um LARGO sorriso e eu tive que declarar o grande sacão de papel de presente como o melhor presente do dia 😉

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