Meus relógios

Quando jovem (sim, eu ainda sou jovem, mas…bem…deixa para lá), eu gostava muito de relógios. O pessoal de hoje pode não perceber que relógios não eram raridade apenas para nossos avós, mas também para nós, que crescemos lá pelos anos 70.

Não me lembro qual foi exatamente meu primeiro relógio. Acho que foi um do Mickey Mouse, de pulseira azul. Após muito tempo tive um outro, Casio, com calculadora, destes que a gente exibia para os amigos como um dos últimos resultados da – então – avançada tecnologia nipônica. Era um belo relógio e confesso que fiz poucas contas naquela pequena calculadora.

O charme, creio, eram os algarismos digitais. Com as primeiras calculadoras eletrônicas vieram os algarismos verdes ou vermelhos. No relógio, o avanço era tal que você já podia ver as horas com aqueles algarismos meio acinzentados.

Com o advento dos celulares e com a falta de segurança nas ruas do Brasil, o relógio passou a ser algo que eu guardava em casa. Uma vez comprei um relógio de bolso, lá em Portugal, numa viagem que fiz, mas não tinha muita coragem de sair com ele por aí. Hoje ele está devidamente guardado em alguma das caixas da minha (interminável) mudança.

O fato é que, de algum tempo para cá, passei a namorar relógios em lojas. Minha atração juvenil pelos relógios parece ter renascido. Algo como um amor-morto que renasce subitamente. Ou teria sido aos poucos? Não sei. Só sei que na última viagem que fiz, comprei um relógio de pulso destes de R$ 10,00. Estava mais ou menos satisfeito com ele, mas aí, neste início de ano, encontrei um Casio por um bom preço. Não resisti: comprei o coleguinha redondinho e de ponteiros.

Ainda não sei bem porque comprei este relógio, mas dá um certo prazer olhar as horas no pulso, ao invés de no celular. Talvez eu esteja me tornando um saudosista daqueles tempos em que, certa vez, logo ao entrar na universidade, deparei-me com alguém no corredor que me perguntou se eu “tinha fósforos/isqueiro” e eu, por impulso, olhei para o pulso, para o relógio e lhe respondi: “- Não, não tenho”.

p.s. fiquem com o “Relógio de parede do vovô”, do cantor japonês Ken Hirai.

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2 comentários sobre “Meus relógios

  1. Nunca consegui usar celular como relógio. Aliás, eu não tenho uma história de amor com celulares, mas meu relógio tá sempre aqui. Um simples, destes de titânio da Technos. Na verdade uma prova de traição ao meu antigo chefe que era dono da Dumont (hoje ele já é falecido e a Zona Franca nem sei a quantas anda). Mas tenho uma história legal sobre relógios: eu frequento uma pizzaria cujo dono é colecionador de relógios e, em sua pizzaria, ele tem uma coleção de relógios-cuocos. Pois bem, dois anos atrás eu ganhei um “Cartier”, chique né? Nunca usei. Nunca consegui me desfazer do meu singelo Technos. Então, negociei com o dono da Pizzaria e ele ficou com o refinado Cartier e eu com um esdruxulo, porém belissimo, relógio cuoco. rsrsrs
    Ah, essa história vai longe, é que seu texto me provocou nostalgia… lembrou-me os Ultra, um deles tinha um relógio que dentro tinha uma capsula de transformação… olha aí o link:

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