A necessidade imperativa do céquissô

Esperando por uma consulta, parei em uma banca de jornal. Hoje elas são raras, mas ainda existem. Comprava uma revista sobre neurociências e meditação (também tenho meus momentos de fraqueza, né?) quando um senhor apareceu. Ele olhava meio sem jeito para a vendedora – que é uma mulher muito paraíba, se é que vocês me entendem (eu tenho até medo de apanhar quando compro algo e não levo o dinheiro trocado) – e pensei que fosse este o motivo.

De repente ele a chama pelo nome. Eu já me preparava para avançar uns passos para o outro lado da rua quando ouvi o distinto senhor:

– Você tem a sequissí?

– Não.

Pensei comigo mesmo por uns segundos: “sequissí”? Aí a ficha caiu: é a necessidade imperiosa do céquissô em ação.

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