Caminhando e pensando: qual é a relação entre corrupção e racionamento?

Pois é. Vim a João Pessoa para a defesa de uma tese. Sobrou o sábado para uma caminhada. Estava no Cabo Branco e lá, ao longe, eu podia ver uns prédios. Sabia que os turistas ficavam por ali. Também sabia que tinha que queimar umas calorias. Então…

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Bom, sendo plano, é bem mais fácil andar como um maluco. Assim foi feito…até uma pequena arapuca para turistas em Tambaú. Sim, parei lá e consegui comprar uma camisa oficial do Botafogo de João Pessoa. Aí peguei um táxi para ir ao Manaíra Shopping.

Não posso deixar de relatar que o taxista, um senhor, no meio da viagem, atendeu a uma ligação de algum parente ou amigo que residia em São Paulo. Lá pelas tantas, o dito cujo reclama do racionamento e da falta de água ao que o sábio motorista respondeu: “- Meu caro, dizem aqui no Nordeste que esta falta de água aí é porque lavaram muito dinheiro”. Rimos muito juntos e ele levou o troco.

Minha esperança era, em alguma loja de esportes, comprar uma camisa do time da presidente, o Treze, do interior do estado. Não achei, mas uma do Campinense virou mercadoria na sacola.

Da noite anterior eu fiquei aguado por não ter conseguido comer carne de bode. Então, após uma pesquisa muito mal feita no celular, pedi a um taxista que me levasse a um restaurante. Ao chegar lá, o local parecia uma cidade fantasma. Fiz o que todo mundo faz nestas horas: pedi o conselho do taxista. Pode ser que ele ganhe comissão, pode ser que não, mas fui parar no Mangai, um pouco depois de Tambaú.

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Encontre o queijo coalho, o bode e a carne de sol e ganhe um Fiat Elba.

 

Sim, comi bode, carne de sol e tudo a que um aguado turista (inexplicável desejo por carne de bode?) tem direito. Depois, pensei comigo mesmo: por que pegar um táxi se posso andar até meus pés se confundirem com o asfalto? Ainda posso experimentar aquele sorvete de Mangaba e Tamarindo da sorveteira da esquina (não tão bom, mas, sim, experimentado).

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A volta foi longa, mas cheguei. Geralmente, as voltas parecem mais curtas do que as idas. É o que dizem por aí. Bem, não esta.

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De qualquer forma, lembre-se: tem muita água aí, mas não adianta nada se você faz uma política de redução artificial de tarifas, esnobando o clima. No final, a realidade se impõe. Aliás, já está na hora de voltar às tarefas. Até mais!

 

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