#EuVouSubir

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Outro dia estávamos eu e minha esposa em alguma calçada quando ouvimos uma insistente buzina, daquelas que você reluta em procurar porque sabe que pode ser para você.

Não deu outra: era um conhecido, dono de um comércio local, que, de dentro do carro, desafiando a falta de vigilância policial e os segundos que faltavam para o sinal abrir, balançava a bandeira do time adversário para mim, em tom de provocação saudável. O sinal abriu e ele se foi.

– Como assim “saudável”? , você perguntará.

Saudável naquele sentido de provocação infantil em que crianças se provocam mas não chegam às vias de fato. Foi assim mesmo que me senti naquele momento. Parecia que havíamos sido transportados no tempo para uma época em que não nos preocupávamos tanto com dinheiro, saúde ou, arrisco em dizer, violência nas ruas. Um tempo em que a gente se sentava na calçada e conversava até a hora do jantar que, geralmente, era às 18 h.

Deixemos de lado esta agradável viagem no tempo. Façamos outro corte. Vamos à uma manhã mais recente, em que eu fazia minha caminhada tentando me convencer de que emagrecerei se sair por aí andando em passo acelerado. A caminhada me levou, claro, até a Boca do Lobo – o estádio mais antigo do Brasil, salvo engano – lar do meu time em Pelotas, o Esporte Clube Pelotas (conhecido popularmente como Lobão).

A única loja de produtos do clube fica localizada ali, na Boca do Lobo e não é que dela saiu um menino, um moleque mesmo, destes que estão ali em seus 10 ou 11 anos? Ele me viu, todo uniformizado, e deixando de lado os cumprimentos, foi direto ao assunto:

– Moço, o senhor sabe se o time tá treinando hoje? Já fui em tudo que é lugar aqui e não tem ninguém.

– Você saiu da Lobomania, né? Tentou a Central de Sócios?

Apontei a ele a entrada da Central que ele, que já tinha fuçado tudo que é canto – provavelmente havia entrado no estádio até – não tinha visto. Da mesma forma que veio, foi-se: todo alegre e animado foi à Central.

Há algo de espontâneo e de felicidade quando se leva a paixão pelo futebol para algo saudável, não-violento. A propósito, #EuVouSubir, ok? O Lobão quer voltar à elite do futebol gaúcho e estou na torcida. Consegui até, graças à boa vontade daquela turma animada da administração do Lobão, os autógrafos deste time. Estão na foto aí no alto que tinha autógrafos de parte da turma do ano passado.

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